terça-feira, 18 de maio de 2021
Grandes Vultos da Literatura Portuguesa
David de Jesus Mourão
Ferreira
Escritor e Poeta
Português
Nascimento: Lisboa, 24
de fevereiro de 1927
Falecimento: Lisboa, 16
de junho de 1996
Curiosidades: Era filho
de David Ferreira, secretário do diretor da Biblioteca Nacional e de sua mulher
Teresa Mourão. Nasceu no extremo ocidental do bairro da Lapa, em Lisboa, numa
casa onde viveu até aos quinze anos. Frequentou o Colégio Moderno e
licenciou-se em Filologia Românica, pela Faculdade de Letras da Universidade de
Lisboa, em 1951. Tornou-se Assistente da referida Faculdade em 1958 e foi Secretário-geral
da Sociedade Portuguesa de Autores.
Teve uma ativa colaboração em jornais e revistas dos quais se destacam: “O Diário Popular”, “Seara Nova” e “Távola Redonda”. Assim, a atividade poética de David Mourão Ferreira começou a ganhar relevo enquanto uma alternativa poética, de pendor lirista, à poesia social.
Considerado um dos maiores poetas
contemporâneos portugueses do século XX, ganhou notoriedade junto do grande
público com os poemas de sua autoria cantados por Amália Rodrigues, tais como:
“Sombra”, “Maria Lisboa”, “Anda o Sol na Minha Rua”, “Fado”, “Peniche” e
sobretudo “Barco Negro”, entre outros.
Ficaram ainda conhecidos outros fados da sua
autoria, tais como: “Escadaria sem Corrimão” ou “Lembra-te Sempre de Mim”, que
viriam a ser interpretados anos depois por Camané.
Foi diretor do jornal “A Capital” e Adjunto do
jornal “O Dia”, desempenhou o cargo de Secretário de Estado da Cultura e
assinou o despacho que criou “A Companhia Nacional de Bailado”. Foi autor de
alguns programas de televisão, de que se destacam “Imagens da Poesia Europeia”.
Recebeu vários prémios, entre eles: Prémio
Ricardo Malheiros, Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos
Literários, Grande Prémio de Romance e Novela, Prémio Literário Município de
Lisboa, Prémio D. Dinis, Prémio de Consagração de Carreira da Sociedade
Portuguesa de Autores.
Algumas das principais
obras de David Mourão Ferreira:
Os Quatro Cantos do Tempo
Maria Lisboa
Do Tempo ao Coração
A Arte de Amar
Cancioneiro de Natal
Matura Idade
Sonetos do Cativo
Os Ramos e os Remos
Barco Negro
Novelas de Gaivotas em Terra
As Quatro Estações
Um Amor Feliz
segunda-feira, 10 de maio de 2021
domingo, 9 de maio de 2021
quarta-feira, 5 de maio de 2021
Falar português
domingo, 2 de maio de 2021
A mãe
A mãe
é uma árvore
e eu sou uma flor.
A mãe
tem olhos altos como estrelas.
Os seus cabelos brilham
como o sol.
A mãe
faz coisas mágicas:
transforma farinha e ovos
em bolos,
linhas em camisolas,
trabalho em dinheiro.
A mãe
tem mais força do que o vento:
carrega sacos e sacos do supermercado
e ainda me carrega a mim.
A mãe
quando canta
tem um pássaro na garganta.
A mãe
conhece o bem e o mal.
Diz que é bem partir pinhões
e partir copos é mal.
Eu acho tudo igual.
A mãe
sabe para onde vão
todos os autocarros,
descobre as histórias que contam
as letras dos livros.
A mãe
tem na barriga um ninho.
É lá que guarda
o meu irmãozinho.
A mãe
podia ser só minha.
Mas tenho de a emprestar
a tanta gente…
Poema de Luísa Ducla Soares com imagem de Pablo Picasso, no Dia da Mãe.
sábado, 1 de maio de 2021
O trabalhador e o respeito
A nova cultura começa quando o trabalhador e o trabalho são tratados com respeito.
A frase é de Maximo Gorki. A imagem é o mural que o artista português Vihls (Alexandre Farto) fez no Hospital de S. João, em homenagem aos trabalhadores da saúde, nestes tempos de Covid.
Quem não trabuca...
trabalha, lida, e trabuca;
que quem trabuca manduca
mil vezes ouvi dizer;
mas ociosos viver
e vir comer pão alheio
é um caso muito feio;
coma quem sua e trabalha,
beba quem na eira malha,
ao sol e calma, o centeio.
Poema de António Serrão de Castro (séc. XVII), com imagem de Thomas Hart Benton (1889-1975).
quinta-feira, 29 de abril de 2021
Linguagem da alma
Frase atribuída à grande bailarina Martha Graham (1894-1991).
domingo, 25 de abril de 2021
sábado, 24 de abril de 2021
O livro
quinta-feira, 22 de abril de 2021
terça-feira, 13 de abril de 2021
Um beijo
Dei-lhe um beijo ao pé da boca
Por a boca se esquivar.
A ideia talvez foi louca,
O mal foi não acertar.
Poema de Fernando Pessoa com imagem de René Magritte, no Dia Mundial do Beijo.
terça-feira, 6 de abril de 2021
Céu a descobrir
Provérbio popular com imagem da artista têxtil, Eve Botelho.
domingo, 21 de março de 2021
Mar
Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.
E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.
Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen com imagem do artista japonês Hokusai.
terça-feira, 2 de março de 2021
Escritora premiada
Ano feliz
Provérbio popular com ilustração de Edward Neale (1833-1904).


































